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domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse

Ficheiro:Amy Winehouse f4962007 crop.jpg

"They tried to make me go to rehab
But I said 'no, no, no'"

 
23 de Julho de 2011. Good bye Amy Winehouse, uma das vozes mais incomparáveis que tive o prazer de conhecer.
Conheci a Amy em Londres, em 2009 e posso dizer que todo aquele talento que tanto falam dela é verdadeiro. Simpática mas ao mesmo tempo reservada ela era uma garota enérgica e animada. Sobre os boatos com drogas e bebidas me recuso a comentar, acho que no caso da Amy mesmo que se queira esconder seria inútil, ela acabou expondo muito esse seu lado "frágil" se é que se pode dizer assim.
Sempre defendi o fato de que no mundo da música muitos de nossos colegas fazem uso de alucinógenos e outros tipos de drogas lícitas e ilícitas, mas isso não significa que eu defenda o uso das mesmas ou que eu apóie essas causas. Na verdade, por experiência própria posso dizer que o mundo dos entorpecentes parece de primeira vista encantador, um refúgio para todos os problemas externos e ao tédio e pressões que a sociedade e o sistema acabam nos submetendo, porém, o preço que pagamos é alto demais para tais sensações tão momentâneas.
Ainda não se sabe quais foram os reais motivos da morte de Amy, mas ão se pode descartar a possibilidade dela ter sido causada pelo uso abusivo de substâncias tóxicas. Bom, só me resta desejar paz a essa garota e que seu nome fique marcado na história da música de uma forma positivamente inspiradora.
Para recordar, vale a pena ouvir uma, duas, várias vezes as faixas do álbum Back to Black, o álbum autobiográfico que rendeu a Amy Winehouse seu lugar nos holofotes da fama e sucesso. Eu particularmente aprecio muito as músicas desse disco e recomendo a todos que escutem, ao menos uma das faixas deverá agradar.
Abaixo, uma das minhas músicas favoritas da Amy: Rehab. Aprecie sem moderação! rs


Amy Winehouse - Rehab

Ela merece nossos aplausos sempre.

:)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gwen Stefany e Alice

Quando assisti Alice no país das maravilhas versão moderna deveras levei um choque. Não achei que fosse conseguir me prender tanto a um filme tão infantojuvenil, mas devo confessar que gostei!
Alice é uma versão adaptada do clássico desenho da Disney e que engloba um pouco do clima psicologicamente estudado do Alice versão literatura. Bem interessante mesmo para quem gosta de películas arquitetadas em ambientes mentalmente contraditórios.
Vendo o filme, me lembrei na hora do clipe de uma música da minha loira adorada, a Gwen Stefany!
Gwen Stefany é cantora num gênero pop eletrônico e fez sucesso principalmente nos anos 2007 e 2008, quando estourou com os clipes de Wind Up e The Sweet Escape, com o cantor Akon, mas o clipe do qual eu falo é o da música What a Waiting For.
What a Waiting For é ambientada dentro do cenário de Alice e mostra as loucuras que se passa na cabeça de uma mulher cansada de esperar.
A produção do clipe é simplesmente perfeita, aliás, todos os clipes de Gwen que eu assisti são sempre muito bem construídos, tanto no cenário quanto no enredo e na ambientação. Recomendo!



What You Waiting For

terça-feira, 5 de julho de 2011

Conhecendo - House Music

Se você sempre teve vontade de saber como surgiu um dos maiores fenômenos da história musical do Século XX, dê uma olhada no pequeno texto abaixo e saiba mais sobre esta incrível festa que começou à mais ou menos 15 anos e não tem hora para acabar! A história do House é a história que os livros não contam...


Para podermos entender como surgiu este fenômeno musical, temos que voltar alguns muitos anos atrás, na década de 70. Isso mesmo, as raízes da Dance Music estão na Disco Music ou "Discoteca" e no famoso som da Philadelphia. De início, podemos dizer que se trata realmente de um fenômeno, pois surgiu nos Estados Unidos, sem nenhum apoio de rádios, atravessou o Atlântico, foi parar na Inglaterra onde explodiu, mais uma vez sem nenhum apoio da mídia, e conquistou as paradas de sucesso de toda a Europa.
Começando do começo. O termo House está relacionado à um antigo clube chamado "The Warehouse", localizado em Chicago (o berço do House). Neste clube, havia um DJ chamado Frankie Knuckles, que mixava velhos clássicos da Disco Music (então vivendo um período de decadência) com novidades do recém-criado Synthpop, originário da Europa. Ele jogava tudo junto, de Kraftwerk à Donna Summer, passando por Telex, Depeche Mode, New Order, OMD e etc... Mas ele não mixava, apenas. Ele dava uma nova dimensão às músicas com arranjos diferentes e batidas mais aceleradas. Na verdade, Frankie era (é) mais do que um DJ. Era um verdadeiro arquiteto de som, que inovou completamente a arte de mixagem. Hoje, ex-frequentadores assíduos do Warehouse afirmam com convicção que a espinha dorsal da atual cena dance estava nos velhos clássicos "Philly" (de Philadelphia) como as músicas de Harold Melvin, Billy Paul, The O'Jays, mixados junto com Disco hits e Synthpop europeu. Vale lembrar também que, nesta época, entrava em cena uma novidade tecnológica até então desconhecida no mundo pop: a bateria eletrônica, o principal instrumento da House music.
A virada dos anos 70/80, é muito subestimada pelos críticos musicais, mas temos que observar alguns fatos. A evolução tecnológica deixava os laboratórios para aterrisar em nossas casas. E alguns aparelhos de última geração faziam a alegria do consumismo capitalista: videocassete "betamax", stereo system com duplo deck, vídeogames Odissey e Atari, carros cada vez mais modernos, Walkmans gigantescos, computadores XT e por aí vai. E a evolução surgia por todos os lados, não podendo passar despercebida pelo mundo da música. Nesse contexto, vejamos a pequena companhia fabricante de instrumentos musicais Roland. o lançamento de duas máquinas conhecidas como TB-303 e TR-606 mudariam a música como conhecida. A primeira era uma máquina geradora de linhas de baixo (basslines) e a segunda era uma bateria eletrônica, ainda rudimentar. Aqui, podemos destacar uma mudança filosófica fundamental da virada 70/80: aquela velha concepção de união e fraternidade típicas das pistas de dança setentistas (como mostrado no filme "Embalos de Sábado a Noite"), era solenemente abandonada, dando lugar ao "faça você mesmo", ou seja só eu, e eu e meu umbigo. Assim, aquele guitarrista que tinha horror em trabalhar com outras pessoas, poderia ter um baixista e um baterista fazendo exatamente o que o artista mandasse. Nada de conflitos éticos e morais. A bateria eletrônica da Roland vinha também para suprir uma carência básica da nova música que se anunciava: é espantoso mas é fato que muitos bateristas se recusavam a tocar compassos repetidos milhares de vezes. Sendo assim, uma música só de batidas 4/4 era veementemente recusada pelos egocêntricos bateristas (que só perdem em ego para os guitarristas). Sendo assim, a Roland lançava a solução para muitos (e desemprego para outros tantos), pois disponibilizava uma máquina que não tinha frescura em tocar este ou aquele estilo musical. Mas dois fenômenos puderam ser observados: 1º) A bateria TR-606 era de certa forma "artificial" demais para um músico mais purista, o que fez com que o aparelho relativamente fracassasse em vendagens. O que impulsionou um pouco a venda do TR foi mesmo o TB-303, que tinha um dispositivo de vínculo (uma espécie de MIDI rudimentar) com a bateria eletrônica, o que trazia uma grande facilidade para o músico que trabalhava com sequenciadores. 2º) Pode parecer ridículo, mas essas maravilhas da tecnologia estavam muito a frente de seu tempo, e não foram muito utilizadas na época de seu lançamento, visto que a música tinha regras pré-definidas, e instrumentação eletrônica não fazia parte deste cardápio.
A Roland, que não era boba nem nada, decidiu investir nessa área, e lançava máquina atrás de máquina. Sintetizadores para todos os gostos (e, principalmente, bolsos), e as drum machines evoluiam cada vez mais. Esta evolução culminaria no lançamento da bateria TR-909 (a máquina fundamental do House) e o sintetizador D-50, outra obra-prima que pode ser ouvida em quase todas as primeiras gravações House. O maquinário já estava quase pronto. Só faltava uma coisinha: o padrão de interligação de instrumentos musicais "MIDI". Lançado em 1983, agora era possível ligar um monte de sintetizadores e drum machines juntos e sincronizados. Sem dúvida uma revolução que será levada ao seu limite, com o surgimento da Dance Music eletrônica.
Voltando ao Warehouse, podemos também destacar a figura de um cara que era "cadeira cativa" no lugar. Um jovem e misterioso rapaz cujo estilo lembrava muito o histórico George Clinton e que atendia pelo modesto nome de "Professor Funk". Ele baixava na pista de dança no início do baile e só saia quando Frankie acabava de mixar o último vinil. Também cantava estranhas melodias (hoje conhecidas como Acid House) como "Work your Body" e "Visions", vestido como um rei inglês da idade média. Era um homem de visão e sabia que aquele som, mais tarde, iria dar origem a um produto completamente diferente do atual. O Techno.
Agora, um pouquinho de filosofia. Na metade dos anos 70, a Disco Music ainda era um fenômeno "underground". Neste cenário, pecado e salvação foram mixados juntos criando um som mais ou menos decadente e devocional, como uma reza, um lamento. Era um tipo de Disco diferente do padrão, e que foi amplamente explorado por selos de Disco Music, principalmente de Nova York. Basicamente, era um estilo que pegava a sonoridade da Philadelphia e misturava tudo com vocais "Gospel" de cantoras como Loleatta Holloway (as "Disco Divas" que, mais tarde, seriam "House Divas"). Neste momento, podemos verificar as influências usadas pelos primeiros House hits.
Para Frankie Knuckles, o House não é um produto da Black Music, mas uma completa re-invenção da Dance Music do passado. O House era um liquidificador que misturava pista de dança e igreja, jogando tudo nos clubes, absolutamente sem nenhuma propriedade religiosa. Na verdade, a religião sempre esteve ligada às raízes do House. A maioria dos DJ's de Chicago admitem uma "dívida" para com os anos 70 e, particularmente, o original "Disco mixer" Walter Gibbons, um DJ que tornou populares as técnicas básicas de mixagens e foi pioneiro ao traçar o caminho do "Duplo Deck" para a produção de estúdio. Estranhamente, durante o apogeu da era Disco, o cara largou tudo e se converteu novamente ao Cristianismo, voltando à vida religiosa. Isso criou uma lacuna que foi preenchida por outros "DJ's Produtores" como Arthur Baker, François Kervokian e Farley "Jackmaster" Funk.
Todos já encaravam Walter como uma lenda da Disco Music. Então, o cara resurgiu em 1984, justamente na "hora do parto" da música House e, claro, causou um tremendo impacto. Ele lançou um "12 polegadas" independente chamado "Set it Off", que criou um frisson no "Paradise Garage" um reduto gay em Nova York, onde Larry LeVan era o DJ residente. Em algumas semanas, a música ganhou outras versões e inúmeros remixes. Tecnicamente falando, "Set it Off" soava como um house primitivo, contando com batidas repetitivas (característica do gênero), ideais para mixagens. Rapidamente, a música se tornou um hino underground, encontrando seu habitat natural em Chicago, onde DJ's como Farley "Jackmaster" e Frankie Knuckles detonavam nas pistas de dança e, regularmente, nas estações de rádio. O termo Jackin' tornou-se popular entre os novos "clubbers" e pode ser traduzido como dançar e absorver a música como um todo, tornando-se 1 só.
A criatividade dos DJ's estava à mil. Frankie pegava velhas gravações como "Let no man put Asunder" (First Choice), "Heat you Up (Melt you Down)" (Shirley Lites), Eurobeats como Depeche Mode, The Human League, BEF, Telex e New Order, mixava com os discursos de Martin Luther King (imaginem!) e o barulho de trens em alta velocidade, obtendo uma sonoridade de outro planeta, pelo menos para a época. E ele teve muitos discípulos. Um deles, um jovem chamado Tyree Cooper ficou impressionado com o fato de Frankie colocar palestras de Martin Luther King nas mixagens. Então, ele revirou a discoteca de sua mãe e encontrou uma gravação feita durante o sermão do reverendo local. Ele pegou a gravação e fez a mesma coisa que Frankie, criando uma moda entre os DJ's de Chicago.
E não pára por aí! Tyree se juntou á "DJ International Records" e lançou mais uma música "I Fear the Night", contando com os vocais de uma estudante que fazia parte do coral da igreja de sua mãe. Ela se chamava Darryl Pandy e ainda participou dos vocais de uma das músicas de Farley "Jackmaster" Funk: "Love can't turn Around", que alcançou o 1º lugar na parada Britânica. Como podemos ver, o House teve suas influências não só na Disco Music como também no Gospel .
O sucesso mundial do House veio, contra todas as previsões. Na época, Nova York e Los Angeles eram as capitais musicais dos EUA e não havia espaço para sucessos regionais nas paradas. De acordo com os gurus do House isto favoreceu a criatividade no início do período fazendo com que os artistas transformassem a pobreza de recursos em riqueza musical.
Começaram a surgir vários selos independentes. O primeiro foi o "Rock Jones International", uma relativamente pequena companhia que se transformou numa mega distribuidora de gravações feitas por DJ e, por consequência, um selo dance transnacional!
Neste ponto, em 1986, o House já era um fenômeno mundial. Gravações eram prensadas, uma atrás da outra, para dar conta da demanda que surgia. Em alguns meses, todos os meios de comunicação ligados à música se curvavam diante do fenômeno de Chicago. Lá, podemos destacar duas rádios que faziam crescer ainda mais o time de artistas: a WGCI e a WBMX, que contavam com a presença regular do "Hot Mix 5", um grupo de DJ's que mixava Dance Music durante noites inteiras, sem parar. Importante ressaltar também o "Power Plant Club" que ficava aberto todas as noites, de segunda à segunda, carregando a tocha que foi do Warehouse.
Competições inevitáveis entre "DJ International" e outros selos começaram a aparecer. A mais importante foi o selo "Trax" que acabou lançando alguns dos maiores clássicos do House. No Trax, podemos destacar a figura de Marshall Jefferson que lançou, pelo Trax, dois de seus maiores hits: o épico 120 BPM "Move your Body" e a faixa "Ride the Rhythm". Especialistas dizem que "Move your Body" foi o hino da House Music. A reputação de Marshall Jefferson rivalizava com a de um certo Adonis, que lançou o faixa "No way Back" que foi o segundo maior sucesso do Trax vendendo mais de 120.000 cópias, um número absurdo, se considerarmos que se trata de uma gravação independente. Tanto Marshall como Adonis são figuras importantíssimas da cena, tendo sido fundamentais para o seu desenvolvimento.
Nesse momento, além do incrível sucesso dos selos "DJ International", "Underground" e "Trax", haviam incontáveis selos menores (mas não menos importantes) como "Chicago Connection", "Dance Mania", "Sunset", "House Records", "Hot Mix 5" (do qual fazia parte Ralphi Rosario), "State Street" e "Sound Pak". E, além de Farley "Jackmaster" e Frankie Knuckles, existiam muitos outros músicos como Full House, Ricky Dillard, Fingers Inc. e Farm Boy.
O novo estilo começou a viajar pelo país, aterrisando em Detroit e Nova York sendo alvo das atenções de produtores importantes como Derrick May (Detroit) e Arthur Baker (de Nova York, que já conhecia um pouco da novidade). Londres também absorveu muito bem o House, sendo sua "segunda casa". Lá, o produto vindo dos States caiu nas mãos de um grupo de rapazes chamado M/A/R/R/S, que alcançou as paradas britânicas como um relâmpago com uma brilhante "colagem" chamada de "Pump up the Volume". (falaremos sobre colagens mais tarde). A música atingiu o topo em questão de dias.
A partir daí, o House era de todos. Ele se infiltrou na cultura latina e hispânica, caindo como uma luva. Poucos estilos na história são tão versáteis. E lá estavam novamente os visionários Mario Diaz, Ralphi Rosario, Two Puerto Ricans, Kenny "Jammin'" Jason, entre outros para conduzir o casamento House/Latinidad.
Mas, como nem tudo é criatividade, os DJ's de Chicago começaram a se acomodar na nova descoberta, fazendo com que ela começasse a ficar um tanto repetitiva. Era fácil identificar uma gravação proveniente daquela cidade. A mesma batida, a mesma atmosfera... Inevitavelmente esta situação começou a mudar. Então, nos idos de 1987, eis que surge uma nova tendência no mundo da Dance Music, caracterizando o que seria a "segunda geração do House". Era um som mais profundo, mais sofisticado (devido a todo o avanço tecnológico na área da instrumentação eletrônica), mais "cool", invocando estranhas "imagens" e atitudes que lembrava um indução por drogas. Isso foi comprovado com o sucesso estrondoso de uma música de um grupo chamado Phuture: "Acid Tracks". Esta foi uma gravação muito importante e serve como marco desta "nova" tendência. E revelava um novo mundo clubber em que o LSD e o Ecstasy (novidade na época) faziam parte. Mas, segundo Frankie Knuckles, "O House não é mais 'drogado' que outras cenas".
Estamos agora na segunda geração do House. Sobre o uso de drogas, nenhuma das autoridades da cena House foi objeto de abuso de drogas mas, estava clara uma certa influência da música "Acid Tracks" (citada acima), que levou o House a um estágio mais avançado na sua concepção. Era um certo futurismo, uma psicodelia que induzia ao transe. Mas, os DJ's londrinos já tinham um nome para essa "coisa": Trance Dance. As raízes do Trance Dance não podem ser encontradas no Rock psicodélico dos anos 60 mas, ironicamente, na Europa dos anos 70, através de músicas altamente sintetizadas em instrumentos analógicos como "Trans Europe Express" e "Numbers" do Kraftwerk. O Trance Dance começou a se estabelecer em Chicago como o futuro do House.
Com a segunda geração, veio a explosão em nível mundial. Em Londres, rádios piratas exploravam o verdadeiro potencial do House. A ética "faça você mesmo" da música atraia jovens DJ's munidos de equipamentos baratos e que construiam verdadeiras pérolas, desafiando a dinâmica das grandes gravadoras, sendo sempre mais rápidos que elas. Selos britânicos independentes tomavam as paradas de surpresa, ficavam 1 ou 2 semanas e desapareciam, mostrando o forte apelo comercial que reinava nas mentes dos artistas. Durante a primavera de 1988, um grupo de DJ's londrinos levou suas pick-ups para dentro dos estúdios. Aqui, surgem duas figuras fundamentais para definir a segunda geração: Tim Simenon e Mark Moore. Tim Simenon era nada mais nada menos que a pessoa por trás da organização Bomb the Bass, que era seu pseudônimo e o selo para o qual trabalhavam os outros artistas ligados à ele como Pascal Gabriel e a vocalista Maureen Walsh. O Bomb the Bass foi pioneiro no uso de outras fontes na construção das músicas, como comerciais de TV, seriados, filmes de cinema, sons de outras músicas, etc... caracterizando o que chamamos "Colagem" (lembra quando falamos sobre elas lá atrás?). A música "Beat Dis" foi lançada logo depois do marco "Pump up the Volume", alcançando um enorme sucesso nas paradas britânicas. Já Mark Moore usando o nome S-Express teve uma incrível repercussão com "Theme from S-Express". Resumindo: DJ's com enormes coleções de discos e um grande conhecimento de breaks, beats, bits e outros sons juntavam tudo num caldeirão, mexiam tudo, serviam nas rádios (principalmente as piratas) e conquistavam o paladar dos "gourmets" da música.
Estamos, agora, no verão de 1988, o "Summer of Love", onde o bonequinho "Smiley" se tornou o símbolo oficial da cultura House. Este verão foi o mais marcante para a Dance Music, pois definiu completamente os rumos que esta tomaria. Eis que surge, então, o Acid House. O Acid começou a tomar as paradas com sua nova filosofia de vida. O termo "Acid" está diretamente ligado às drogas e ácidos que habitavam (e vão habitar sempre) as noites de dança. Isto foi o bastante para que os tablóides e revistas especializadas começassem uma verdadeira histeria em relação ao termo e, pior, ao tipo musical. Diariamente, crescia a fobia, que culminou na estilização do termo como um verdadeiro palavrão! Músicas como "We Call It Acieeed" de D. Mob alcançavam sempre os primeiros lugares nos "charts" ingleses e suas frases típicas começaram a fazer parte da conversação diária dos jovens ingleses. Quando esta música atingiu o primeiro lugar, as rádios (inclusive a BBC) se recusavam a tocar a dita música, ignorando os insistentes pedidos dos ouvintes. O ponto alto da discussão foi um debate nacional, promovido pela rádio BBC, discutindo a aceitabilidade da nova onda. Resultado: a condenação da música e do "Smiley".
Enquanto os ingleses discutiam o sexo dos anjos, na Ámerica, a criatividade e o talento continuavam a render bons frutos. Um deles se chamava Todd Terry, um jovem vindo do Brooklyn que acabou se tornando um dos papas da Dance Music. Todd é um filho do House, tendo passado boa parte de sua adolescência dentro de clubes, absorvendo todo seu encanto e sua cultura. E a próxima década prometia muito ao jovem Todd, em sua jornada pelos ritmos dançantes. Seus então futuros trabalhos com cantoras como Martha Wash, Jocelyn Brown e Shannon (1996/98) provam toda a sua habilidade em misturar sonoridades antigas (Disco, Break, etc...) com a modernidade tecnológica dos instrumentos digitais.
Os anos 90 trouxeram a glória para o House e sua fragmentação em diversos caminhos, todos levando a um lugar comum. No início da década podemos acompanhar o surgimento do Eurodance e seus maiores expoentes como Technotronic, 2 Unlimited, Culture Beat, Snap e outros. O House propriamente dito estava sendo carregado por artista como Black Box, Inner City, Lee Marrow, C+C Music Factory e The KLF, que eram presenças constantes nos Top 10's da vida. E surgia também uma nova concepção artística: a descartabilidade. Na época, alguns grupos apareciam do nada, colocavam um hit no ar e, depois, voltavam para o nada. Os períodos variavam de 6 meses à 1 ano. Só para comparar, hoje (ano 2000), um artista techno costuma aparecer nas paradas, ficar 2 semanas e, depois, desaparecer completamente. É a era da descantabilidade. Para uns, isso é bom pois mostra que a Dance Music está sempre se renovando, ao contrário do Rock. Para outros (como eu), isso não é tão legal, porque sempre nos apegamos a determinado artista e acabamos querendo saber mais sobre ele. No fim das contas não ficamos sabendo nada!
Vindo também como uma herança dos anos 80, temos o trio Stock, Aitken e Waterman, produtores que dominaram a cena House à partir de 88 e seguiram até mais ou menos 95. Suas obras incluem artistas como Kylie Minogue, Rick Astley e Jason Donovan, e trabalhos com artistas já renomados como Donna Summer (diva Disco que pegou uma "carona" no House) e Bananarama (avós das Spice Girls). Seus últimos trabalhos (com as cantoras Serena, Tatjana e Nicki French) bombaram as pistas de dança até 1996. Depois, sumiram das paradas.
Paralelamente, um estilo seguia sempre "à sombra" do House: o Techno. O Techno não interessava muito às grandes gravadoras por não ter apelo comercial (segundo elas) e estar voltado à um público mais dirigido (clubbers). E, enquanto o House bombava as paradas, o Techno bombava as pistas e já dava sinais de desmembrameto em outras vertentes ainda mais bizarras como o Jungle, Drum'n Bass e, o mais "estranho" (e legal): o Trip Hop, que reune elementos do Hip Hop com Bossa Nova e toda uma ambientação teatral. São músicas para se ouvir no escuro e meditar...
Basicamente e tecnicamente falando, o Techno era diferente do House por ter uma batida mais acelerada (voltada quase que exclusivamente para as pistas de dança) e uma certa ausência de vocais (praticamente fundamentais ao House). Isso causava estranheza nas pessoas e a rejeição das grandes gravadoras, fazendo do Techno um produto completamente "undergound" que ninguém sabia definir, ao certo. Isso só começou a mudar pelos idos de 1996, com o surguimento de centenas de gravadoras alternativas e de grupos como Underworld, Daft Punk, Robert Miles, The Crystal Method, etc... Também temos o fato de artistas renomados como Everything But the Girl e U2 aderirem à sonoridade disforme do Techno, transformando sua música já consagrada e levando-a à novas dimensões. Em 1997, chegou a hora! O Techno invadiu a Europa e América, transformando, mais uma vez, suas paradas de sucesso. Tivemos neste ano, na minha opinião, os melhores lançamentos musicais da década, onde incontáveis artistas assumiam uma identidade nova, adicionando a música eletrônica ao seu repertório. Depeche Mode, Duran Duran, Tori Amos, Ultra Naté e Erasure são apenas alguns exemplos.
Pronto! o Techno já era mídia. E tome coletânea de "Techno farofa", artistas querendo copiar outro, samples descarados, e batidas manjadas. Mas, enquanto as gravadoras enchiam os bolsos de grana a custa dos "Orbital's" da vida, a comunidade clubber já estava em outra...
A essa altura, o BPM já ultrapassava os 150. E surgem com toda força o Trance e o Drum'n Bass. O Trance era dedicado aos orfãos do House e Techno underground e faziam a alegria dos eternos e incansáveis clubbers, que pulavam e se "extasiavam", se é que vocês me entendem.
1999 foi o ano em que o Trance explodiu mundialmente como o som do século XXI. É claro que a música Pop precisava adotar essa sonoridade e, mais uma vez tal como o House e o Techno, o Trance vira Pop. Trance Pop é um produto de venda. Aqui, temos Alice Deejay, Paul Van Dik, ATB, Chicane, Sash! e etc... Mas isso não desmerece a música, que tem uma sonoridade alegre e melodias que todo mundo sai cantando. Resumindo, para tocar em rádio.
Mas e o House? Nesta altura, o House também evoluia. E podemos ressaltar uma pequena inversão: as gravadoras descobriram o filão que era o Techno e acabaram deixando o House meio de lado, visto que este já dava sinais de desgaste. O Eurodance também continua sua jornada, só que mais na Europa do que no resto do mundo. Mas, a sonoridade mudou muito pouco (ainda bem!) e seu lugar no velho continente já está mais do que garantido!
Mas, graças aos DJ's, o House continuou sua eterna mutação, tornando-se diferente e mais underground, retornando ás raízes. Hoje temos artistas que retratam bem o espírto House de experimentalismo e improvisação, como Moloko, Basemment Jaxx, Eiffel 65, Avant Garde, Orbital, Daft Punk, Paths and Small, Gala, David Morales, Vengaboys e muitos outros. Vale lembrar que muitos dos artistas citados produzem seus álbuns EM CASA, em seus quartos. Nada de revestimentos acústicos caríssimos e aquela parafernália de estúdio (caso do Daft Punk). E, provavelmente, esta evolução nunca vai parar. É provável até que este texto, daqui à alguns dias, esteja desatualizado. Mas, não seria este o verdadeiro espírito da Dance Music?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Clássicos do Pop - Madonna

Falar em anos 80 e não falar no nome dela é quase impossível. Madonna, ao lado de Michael Jackson e Cindy Lauper, foi uma das grandes precursoras de estilo da geração chamada New Wave.
Estamos falando em rebeldia, jovialidade e uma sexualidade aflorada com uma mistura da energia de garotas e garotos que estavam começando a se descobrir e se mostrar ao mundo.
O que mais me chama a atenção em Madonna é a extrema dualidade de seus trabalhos. Vamos aqui analisar três músicas e você vai se deparar com três “eus” diferentes dessa cantora.

Like a Virgin


Como esquecer a tão célebre Like a Virgin? O título da música também deu nome ao álbum que marcou a fase mais ousada de Madonna, onde ela aparecia em seus shows vestida em corpetes, pérolas e muitas rendas.

A música na verdade conta a história de uma moça apaixonada que sente-se tão encantada com o parceiro a ponto de sentir-se novamente como uma virgem. Bonito não? Rs.
Esta canção apareceu posteriormente numa nova versão (mas não interpretada por Madonna) no filme Moulin Rouge – Amor em Vermelho.




Like a Virgin - Madonna

Crazy For You

Uma das romantiquinhas de Madonna, foi uma da baladas mais conhecidas da diva pop. Aqui, Madonna se desfaz em amor usando de seu timbre de voz mais grave e seco. Outra coisa que acho fabulosa é a capacidade da artista de entonar em suas canções dois timbres bem diversificados. Um totalmente agudo e outro mais grave, mais seco, meio aveludado, apesar de que ela deixou essa diversificação vocal nos anos 80/90 e hoje em dia adota apenas um acorde em seu vocal.



Crazy For You

Like a Prayer

Jesus negro! Esse foi o marco desse clipe na época de seu lançamento. Madonna foi uma artista muito marcada por causar polêmicas em suas canções e performances e esse clipe em especial causou um burburinho estridente por mostrar ícones religiosos que a cantora diz fazer parte de uma crítica não à religião em si, mas à maneira como a fé é usada pelos fiéis. Se pararmos para pensar, o clipe torna-se bem atemporal. Pessoas inocentes morrendo ou sendo incriminadas no lugar dos verdadeiros criminosos, injustiças acontecendo por todos os lados, dor, sofrimento, violência batendo a nossa porta. Like a Prayer é um esterótipo de tudo isso.


Like a Prayer

Vogue

Vogue também foi um dos clássicos de Madonna e virou um dos marcos que aliam a música ao mundo da moda. Ritmo dançante, de fácil fixação e o clipe de extremo bom gosto com o uso de inusitadas coreografias muito bem arquitetadas.


Alguns artistas consagraram-se por inspirar-se nos trejeitos de Madonna. Sua forma de interpretar, o estilo audacioso e fulgaz, as composições irreverentes e as performances inusitadas serviram como base para artistas como Britney Spears, Lady Gaga (por mais que neguem) entre outros.
Não é para muitos a honra de inspirar uma geração e essa tarefa Madonna cumpriu maravilhosamente bem.



Namastê.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ke$ha

Musicalmente falando eu não gosto muito do estilo da Kesha, porém, acredito que ela faça bem o seu trabalho. Assim como Lady Gaga, aliás, acredito que a garota deva ter se inspirado bastante nos looks e estilo espalhafatosamente peculiar de Gaga, apenas carregando-o com um tom mais trash e menos glamouroso. Enfim, assim como a Lady do pop, Kesha faz uso de excelentíssimos vermes de ouvido que fazem com que suas canções fiquem empregnadas na mente dos ouvintes.
É sras e srs, estamos falando de sucessos como Tik Tok e Blah Blah Blah. Nomes conotativamente infantis e  despretenciosos mas que mixados com um simples sampler adquirem o poder de grudar no seu cérebro e te fazer cantarolar durante horas a fio. Acho que esse poderia ser considerado um dos grandes segredos da música. rs.
Outra grande sacada da cantora é o fugurino audacioso, lembra muito dos anos 80 eu diria.


O estilo rebelde dá voz a uma geração de jovens despretenciosos e enérgicos, bem naquela linha do "sexo, drogas e rock'n'roll". Acho interessante isso, afinal, todos nós temos um pouco desse sangue rebelde correndo nas veias.
Embora esse estilo rebelde da música seja um dos grandes modismos fonográficos, não é qualquer artista que consegue incorporar essa personalidade. É preciso ter atitude, e é esse tipo de atitude que Kesha consegue transmitir. As vezes dá para olhar para ela e realmente imaginá-la escovando os dentes com Jack Daniels.



  
A garota diz que intimida os homens, e não é difícil imaginar o porquê. Kesha me faz lembrar a saudosa Madonna dos anos 80 em certos momentos. Apesar de simpatizar com algumas particularidades da irreverência de Kesha, acredito que ela não passe de outro ícone modista, muito distante de ser uma precursosa de estilo, assim como foram Madonna e Cindy Lauper. É como eu disse em outra ocasião, acredito que hoje em dia não haja artista com porte para ocupar o papel de precursor de estilo e ser o marco de uma geração. Há uma carência de talento na geração atual.


Tik Tok - Ke$ha


quinta-feira, 23 de junho de 2011

História da Música

Breve texto que me apresentaram. Li, concordei com algumas coisas, achei interessante, portanto, indico.


Podemos dizer que a “Música” é a arte de combinar os sons e o silêncio. Se pararmos para perceber os sons que estão a nossa volta, concluiremos que a música é parte integrante da nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos, batucamos ou ligamos um rádio ou TV. Hoje a música se faz presente em todas as mídias, pois ela é uma linguagem de comunicação universal, é utilizada como forma de “sensibilizar” o outro para uma causa de terceiro, porém esta causa vai variar de acordo com a intenção de quem a pretende, seja ela para vender um produto, ajudar o próximo, para fins religiosos, para protestar, intensificar noticiário, etc.
A música existe e sempre existiu como produção cultural, pois de acordo com estudos científicos, desde que o ser humano começou a se organizar em tribos primitivas pela África, a música era parte integrante do cotidiano dessas pessoas. Acredita-se que a música tenha surgido a 50.000 anos, onde as primeiras manifestações tenham sido feitas no continente africano, expandindo-se pelo mundo com o dispersar da raça humana pelo planeta. A música, ao ser produzida e/ou reproduzida, é influenciada diretamente pela organização sociocultural e econômica local, contando ainda com as características climáticas e o acesso tecnológico que envolvem toda a relação com a linguagem musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação. A música é uma linguagem local e global.
Na pré-história o ser humano já produzia uma forma de música que lhe era essencial, pois sua produção cultural constituída de utensílios para serem utilizados no dia-a-dia, não lhe bastava, era na arte que o ser humano encontrava campo fértil para projetar seus desejos, medos, e outras sensações que fugiam a razão. Diferentes fontes arqueológicas, em pinturas, gravuras e esculturas, apresentam imagens de músicos, instrumentos e dançarinos em ação, no entanto não é conhecida a forma como esses instrumentos musicais eram produzidos.
Das grandes civilizações do mundo antigo, foram encontrados vestígios da existência de instrumentos musicais em diferentes formas de documentos. Os sumérios, que tiveram o auge de sua cultura na bacia mesopotâmia a milhares de anos antes de Cristo, utilizavam em sua liturgia, hinos e cantos salmodiados, influenciando as culturas babilônica, caldéia, e judaica, que mais tarde se instalaram naquela região.
A cultura egípcia, por volta de 4.000 anos a.C., alcançou um nível elevado de expressão musical, pois era um território que preservava a agricultura e este costume levava às cerimônias religiosas, onde as pessoas batiam espécies de discos e paus uns contra os outros, utilizavam harpas, percussão, diferentes formas de flautas e também cantavam. Os sacerdotes treinavam os coros para os rituais sagrados nos grandes templos. Era costume militar a utilização de trompetes e tambores nas solenidades oficiais.
Na Ásia, a 3.000 a.C., a música se desenvolvia com expressividade nas culturas chinesa e indiana. Os chineses acreditavam no poder mágico da música, como um espelho fiel da ordem universal. A “cítara” era o instrumento mais utilizado pelos músicos chineses, este era formado por um conjunto de flautas e percussão. A música chinesa utilizava uma escala pentatônica (cinco sons). Já na Índia, por volta de 800 anos a.C., a música era considerada extremamente vital. Possuíam uma música sistematizada em tons e semitons, e não utilizavam notas musicais, cujo sistema denominava-se “ragas”, que permitiam o músico utilizar uma nota e exigia que omitisse outra.
A teoria musical só começou a ser elaborada no século V a.C., na Antiguidade Clássica. São poucas as peças musicais que ainda existem deste período, e a maioria são gregas. Na Grécia a representação musical era feita com letras do alfabeto, formando “tetracordes” (quatro sons) com essas letras. Foram os filósofos gregos que criaram a teoria mais elaborada para a linguagem musical na Antiguidade. Pitágoras acreditava que a música e a matemática formavam a chave para os segredos do mundo, que o universo cantava, justificando a importância da música na dança, na tragédia e nos cultos gregos.
É de conhecimento histórico que os romanos se apropriaram da maioria das teorias e técnicas artísticas gregas e no âmbito da música não é diferente, mas nos deixaram de herança um instrumento denominado “trompete reto”, que eles chamavam de “tuba”. O uso do “hydraulis”, o primeiro órgão cujos tubos eram pressionado pela água, era freqüente.
Hoje é possível dividir a história da música em períodos específicos, principalmente quando pretendemos abordar a história da música ocidental, porém é preciso ficar claro que este processo de fragmentação da história não é tão simples, pois a passagem de um período para o outro é gradual, lento e com sobreposição. Por volta do século V, a igreja católica começava a dominar a Europa, investindo nas “Cruzadas Santas” e outras providências, que mais tarde veio denominar de “Idade das Trevas” (primeiro período da Idade Média) esse seu período de poder.
A Igreja, durante a Idade Média, ditou as regras culturais, sociais e políticas de toda a Europa, com isto interferindo na produção musical daquele momento. A música “monofônica” (que possui uma única linha melódica), sacra ou profana, é a mais antiga que conhecemos, é denominada de “Cantochão”, porém a música utilizada nas cerimônias católicas era o “canto gregoriano”. O canto gregoriano foi criado antes do nascimento de Jesus Cristo, pois ele era cantado nas sinagogas e países do Oriente Médio. Por volta do século VI a Igreja Cristã fez do canto gregoriano elemento essencial para o culto. O nome é uma homenagem ao Papa Gregório I (540-604), que fez uma coleção de peças cantadas e as publicou em dois livros: Antiphonarium e as Graduale Romanum. No século IX começa a se desenvolver o “Organum”, que são as primeiras músicas polifônicas com duas ou mais linhas melódicas. Mais tarde, no século XII, um grupo de compositores da Escola de Notre Dame reelaboraram novas partituras de Organum, tendo chegado até nós os nomes de dois compositores: Léonin e Pérotin. He also began the “Schola Cantorum” that gave great development to the Gregorian chant.
A música renascentista data do século XIV, período em que os artistas pretendiam compor uma música mais universal, buscando se distanciarem das práticas da igreja. Havia um encantamento pela sonoridade polifônica, pela possibilidade de variação melódica. A polifonia valorizava a técnica que era desenvolvida e aperfeiçoada, característica do Renascimento. Neste período, surgem as seguintes músicas vocais profanas: a “frótola”, o “Lied” alemão, o Villancico”, e o “Madrigal” italiano. O “Madrigal” é uma forma de composição que possui uma música para cada frase do texto, usando o contraponto e a imitação.
Os compositores escreviam madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. O madrigal é para ser cantado por duas, três ou quatro pessoas. Um dos maiores compositores de madrigal elisabetano foi Thomas Weelkes.
Após a música renascentista, no século XVII, surgiu a “Música Barroca” e teve seu esplendor por todo o século XVIII. Era uma música de conteúdo dramático e muito elaborado. Neste período estava surgindo a ópera musical. Na França os principais compositores de ópera eram Lully, que trabalhava para Luis XIV, e Rameau. Na Itália, o compositor “Antonio Vivaldi” chega ao auge com suas obras barrocas, e na Inglaterra, “Haëndel” compõe vários gêneros de música, se dedicando ainda aos “oratórios” com brilhantismo. Na Alemanha, “Johann Sebastian Bach” torna-se o maior representante da música barroca.
A “Música Clássica” é o estilo posterior ao Barroco. O termo “clássico” deriva do latim “classicus”, que significa cidadão da mais alta classe. Este período da música é marcado pelas composições de Haydn, Mozart e Beethoven (em suas composições iniciais). Neste momento surgem diversas novidades, como a orquestra que toma forma e começa a ser valorizada. As composições para instrumentos, pela primeira vez na história da música, passam a ser mais importantes que as compostas para canto, surgindo a “música para piano”. A “Sonata”, que vem do verbo sonare (soar) é uma obra em diversos movimentos para um ou dois instrumentos. A “Sinfonia” significa soar em conjunto, uma espécie de sonata para orquestra. A sinfonia clássica é dividida em movimentos. Os músicos que aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia clássica foram Haydn e Mozart. O “Concerto” é outra forma de composição surgida no período clássico, ele apresenta uma espécie de luta entre o solo instrumental e a orquestra. No período Clássico da música, os maiores compositores de Óperas foram Gluck e Mozart.
Enquanto os compositores clássicos buscavam um equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade, os compositores do “Romantismo” pretendem maior liberdade da estrutura da forma e de concepção musical, valorizando a intensidade e o vigor da emoção, revelando os pensamentos e sentimentos mais profundos. É neste período que a emoção humana é demonstrada de forma extrema. O Romantismo inicia pela figura de Beethoven e passa por compositores como Chopin, Schumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R. Strauss, entre outros. O romantismo rendeu frutos na música, como o “Nacionalismo” musical, estilo pelo qual os compositores buscavam expressar de diversas maneiras os sentimentos de seu povo, estudando a cultura popular de seu país e aproveitando música folclórica em suas composições. A valsa do estilo vienense de Johann Strauss é um típico exemplo da música nacionalista. No Brasil, Villa Lobos é nosso maior representante.
O século XX é marcado por uma série de novas tendências e técnicas musicais, no entanto torna-se imprudente rotular criações que ainda encontra-se em curso. Porém algumas tendências e técnicas importantes já se estabeleceram no decorrer do século XX. São elas: Impressionismo, Nacionalismo do século XX, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade, Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, Neoclassicismo, Microtonalidade, Música concreta, Música eletrônica, Serialismo total, e Música Aleatória. Isto sem contar na especificidade de cada cultura. Há também os músicos que criaram um estilo característico e pessoal, não se inserindo em classificações ou rótulos, restando-lhes apenas o adicional “tradicionalista”.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CONHECENDO: Racionais Mc's

Se você faz Rap com toda a certeza já se inspirou em algum som dos Racionais Mc's.
Ok, pode ser que tu não gostes da abordagem direta que Mano Brown faz ao sistema e a maneira como ele funciona. Pode ser ainda que tu não simpatize com as letras, com as batidas, com os samplers.. Pode ser ainda que tu digas "esses aí não me inspiram em nada". Mas eu te digo que tu estás errado.
Se você pensa que o som que você faz agora não tem nenhuma inspiração com o som destes caras eu te digo: Tu estás errado!
O Racionais Mc's surgiu ao final da década de 80 e teve o nome do grupo inspirado num disco de Tim Maia: Racional.
O trabalho dos rapazes consiste em criar músicas que falem sobre a realidade das periferias urbanas brasileiras, colocando em pauta temas como drogas, violência, criminalidade, preconceito social e racial e política e é por razões como essas  sras e srs que o som dos caras não é brincadeira.
Eles fazem uma linha de artilharia pesada, dando tiros que vão direto na cara desse sistema falho e hipócrita no qual somos forçados a viver. Sim, estou expressando publicamente minha opinião aqui. Não gosto, não acredito e não pontuo esse sistema político no qual vivo juntamente com vocês nesse país que chamamos de Pátria Amada Mãe Gentil.
Gosto do trabalho dos Racionais Mc's como músico e como fã.
As batidas fortes marcam o compasso agitado do dia a dia daqueles que vivem em zonas precárias brasileiras e lutam por sobrevivêcia, dignidade e acima de tudo, respeito.
Letras como Capítulo 4, Versículo 3; Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada certamente irão te fazer pensar "mas que país é esse afinal?". Sim, elas são retrato da realidade da nossa sociedade. É isso que estamos vivendo atualmente e foi isso que vivemos no passado.
Será que tem volta?

Para apreciação:



Jesus Chorou




Negro Drama




Capítulo 4, Versículo 3

Tipos de Microfones

Estava vasculhando a internet hoje e me deparei com esse artigo no site da Uol Notícias. Ele fala sobre os diferentes tipos de microfone e qual o uso indicado para cada um deles. Achei interessante compartilhar visto que a maioria dos meus clientes tanto cantores quanto próprios produtores musicais nunca demonstraram vasto conhecimento sobre a parte de gravação.
Vale a pena dar uma lida, o artigo é curtinho e a linguagem está bem light.
Segue abaixo!

Utilizado em rádios, televisões, telefones, aparelhos auditivos e gravadores, o microfone é um dispositivo que converte som em sinais elétricos. Escolher um microfone, no entanto, não é uma tarefa assim tão simples, pois há no mercado diferentes tipos, desenvolvidos para diversos usos. Os mais utilizados são o dinâmico e o de condensador ou capacitivo.

Modelos e recursos - O microfone dinâmico não necessita de alimentação elétrica externa, é mais robusto, resistente e melhor na captação de sons de fonte próxima. Aceita grandes pressões sonoras sem provocar distorção e é indicado para shows e reportagens, por captar pouco ruído ambiente. Já o microfone de condensador possui alta sensibilidade e menor saturação do sinal. Ele requer alimentação elétrica por meio de bateria interna ou "phantom power". É geralmente utilizado em estúdios de gravação de alta qualidade.
Para obter melhor qualidade do microfone, é possível utilizar alguns acessórios que trazem resultados interessantes. Um popshield (protetor de espuma), por exemplo, pode ajudar a reduzir ruídos irritantes como os decorrentes dos sons de “p” e “s”. Outro recurso é a utilização de um protetor magnético que pode reduzir a interferência do microfone com um computador ou outro equipamento próximo.
Formatos – Um dos tipos mais comuns de microfones é o de mão, que pode também ser apoiado em um pedestal. Ele traz um isolante de vibração que permite ser manuseado sem causar interferências. Outro formato bastante usado é o microfone de lapela. Bastante pequeno, é preso à roupa, de quem vai usá-lo possibilitando o livre movimento das mãos.
O microfone conhecido como “shotgun” é longo e em formato de tubo. Ele capta sons a distâncias maiores e é ideal quando não é possível colocar o microfone muito perto da fonte emissora ou é necessário eliminar ruídos laterais. Já o microfone PZM consegue captar o som de várias fontes, pois iguala o volume de todos os sons captados ao seu alcance. O microfone de contato, como o nome diz, capta sons em contato direto com a fonte sonora. Há também os microfones de estúdio e os sem fio.
Outro modelo de microfone que vem sendo bastante utilizado é o “headset”. Ele nada mais é do que um fone de ouvido com um microfone acoplado. É especialmente usado no ambiente corporativo, em programas multimídia, no atendimento telefônico e na comunicação por voz pela internet.
Quanto à captação, os microfones podem ser três tipos. Os omnidirecionais captam os sons de todas as direções e são mais utilizados em telefonia. Os unidirecionais ou direcionais captam melhor o som que incide pela parte frontal. São muito usados em eventos, shows e igrejas. Os direcionais podem ainda ser cardióides, supercardióides ou hipercardióides. A diferença entre eles está no ângulo de captação: 131º, 115º e 105º, respectivamente. Existem ainda os bidirecionais, que aceitam igualmente sons frontais e traseiros, discriminando os laterais. Esse tipo é mais indicado para uso em estúdios.

Fonte: Uol Notícias